PUBLICIDADE
Topo

China usa drones para caçar infectados por coronavírus

Daniela Klaiman

13/02/2020 04h00


O número de mortos passa de mil e enquanto cientistas ainda trabalham para encontrar a cura para o coronavírus, a China vem tentando mais uma forma tecnológica para conter a epidemia.

A última empreitada chinesa são os sensores de calor instalados nos milhões de câmeras em cada rua, esquina, metrôs e aeroportos que buscam identificar pessoas infectadas através das alterações de temperatura corporal. 

É isso aí, pessoas que estão nos espaços públicos têm seus corpos escaneados para diagnosticar sua saúde, se tem febre ou não, sem a presença de médicos ou especialistas para determinar se devem ou não serem isoladas, levadas a quarentena ou se não passa de alguma outra doença.

O sistema desenvolvido por uma das maiores empresas do país, a Baidu (uma espécie de Amazon chinesa), mede a temperatura de quem passa sem pedir permissão.

Além disso, os chineses também estão utilizando drones equipados com as câmeras térmicas, que por sua vez são mais eficazes em áreas remotas ou de grande movimentação. Caso um drone identifique que a pessoa está com febre, é sinalizado que ela deve ser conduzida a um hospital ou voltar imediatamente para sua casa.

A maneira com que a China tem aplicado essas vigilâncias é criticado por alguns veículos que a acusam de abordagem autoritária e totalitária.

O país, que já é famoso pela maneira com que controla o dia a dia da sua população e os seus direitos, coloca em questão até onde podemos julgar o totalitarismo de um governo. Nesse caso, em que a vida de milhões estão em risco e que uma epidemia pode se tornar global, será que qualquer outro país não faria o mesmo?

Fato é que sempre criticamos como as tecnologias são invasivas e que nos cessam os direitos de privacidade. Mas diante de um caso desses, fica a reflexão particular de cada um: será que somos muito mais adeptos a uma vigilância tecnológica do que imaginávamos?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre a Autora

Futurista formada em tecnologia e futurismo pelo TIP – Transdiciplinary Innovation Program da Universidade de Jerusalém. Expert em Consumer Behavior and Trends Research, Pós-graduada em Coolhunting & Trends pela Universidade de Barcelona e foi diretora de Planejamento e Consumer Insights da Box1824 durante 5 anos. Consultora e palestrante nas áreas de inovação, pesquisa de mercado, desenvolvimento de produtos, comportamento do consumidor e transformação digital, atua junto a grandes empresas mostrando o que elas devem fazer para sobreviver a esse novo mundo que vivemos e mudanças rápidas. Co-fundados de 2 startups: Unpark e WinWin.

Sobre o Blog

É possível analisar o futuro por 2 ângulos diferentes: aquele mais imediato, que prevê os acontecimentos dentro de 0 a 5 anos e é estudado e aprendido através do comportamento das pessoas; e outro ângulo mais longínquo, que enxerga um intervalo de tempo de 5 a 50 anos e que é totalmente baseado no desenvolvimento e uso da tecnologia. A ideia desse blog é justamente analisar os dois futuros juntos e entender como a tecnologia vai influenciar nossas vidas e como a forma como vivemos e nossos valores influenciam a tecnologia, atingindo um balanço complexo, porém em linguagem simples e quase chula, para que todos possam começar a pensar no futuro e entender que somos nós os responsáveis por construir um cenário positivo para todos. Ou não. O futuro está em nossas mãos e é um assunto urgente de ser tratado hoje.

O Mundo Mudou