O Mundo Mudou http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br O futuro está em nossas mãos e é um assunto urgente de ser tratado hoje. Thu, 30 Apr 2020 07:00:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 A maior live do mundo aconteceu semana passada e você nem ficou sabendo http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/30/a-maior-live-do-mundo-aconteceu-semana-passada-e-voce-nem-ficou-sabendo/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/30/a-maior-live-do-mundo-aconteceu-semana-passada-e-voce-nem-ficou-sabendo/#respond Thu, 30 Apr 2020 07:00:32 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=468

Reprodução

Não, essa live não foi de uma dupla sertaneja. E se você não é adolescente ou um entusiasta do universo de games, provavelmente irá reagir com indiferença a este texto. Mas dê uma chance e preste bastante atenção ao que irei contar aqui, pois os números dizem por si só!

Na última quinta-feira, 23 de abril, o rapper americano Travis Scott escolheu o jogo Fortnite para fazer a estreia mundial de uma música inédita através de um show ao vivo para os usuários do game.

O show bateu o incrível recorde de mais de 12,3 milhões de espectadores simultâneos. E não para por aí. Nos cinco dias da turnê a participação ultrapassou 27 milhões de usuários únicos e mais de 45,8 milhões de visualizações. Tem noção? Isso é maior que a população de vários países europeus.

Não é a primeira vez que a Epic Games, empresa responsável pelo Fortnite, realiza um show ao vivo. Ano passado, um evento com o DJ Marshmallow bateu 10 milhões de usuários online, onde jogadores se reuniram em um palco equipado com iluminação e monitores.

Mas Scott foi além! Ele não tentou imitar a vida real, ele aproveitou a tecnologia de um jogo para criar algo novo, e o fato de que o show apresentou efeitos e experiências que jamais poderiam acontecer em um show na vida real é o mais incrível disso tudo.

Futuro da indústria fonográfica e dos games

A colisão entre a indústria da música e o Fortnite se tornou muito mais que uma live.

No site de Travis Scott, as mercadorias feitas para a Astronomical estão quase esgotadas, incluindo vinil, acessórios e vestimentas. Enquanto isso, “The Scotts”, música do cantor, acumulou mais de 7,45 milhões de execuções nas primeiras 24 horas no Spotify, onde continua sendo o hit número um do mundo.

Foi provado na última semana que jogos como o Fortnite e plataformas de “second life” já ultrapassaram o ponto de serem apenas jogos. Eles são novos mundos e novas realidades nas quais as pessoas passam cada vez mais tempo e onde está a atenção de milhões de pessoas. E como sabemos, hoje em dia, atenção é dinheiro!

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Como será o retorno ao trabalho? http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/23/como-sera-o-retorno-ao-trabalho/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/23/como-sera-o-retorno-ao-trabalho/#respond Thu, 23 Apr 2020 07:00:05 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=459

Crédito: Pexels/Pixabay/Divulgação

Governos de todo o mundo estão flertando com a ideia de reabrir suas economias, e as empresas estão se preparando para quando o dia chegar. Mas como será o retorno ao trabalho nos escritórios?

Casual friday vira casual everyday

Pensar em roupas sociais para encarar a volta ao trabalho me parece um retrocesso. Alguns protocolos adotados ao longo de décadas por empresas começam a se mostrar desnecessários.

Nos mostramos tão ou mais capazes de superar desafios nesse período do que quando estávamos mascarados por maquiagem ou roupas sociais. Isso nos questiona se realmente precisamos dessa ou aquela roupa para passar credibilidade, uma vez que resolvemos os mesmos objetivos nos últimos 40 dias de pijama, recém-acordados, com barulho de cachorros e filhos ao fundo.

Espaços diferentes e pessoas mais distantes

Muito provavelmente os dias em filas de estações de trabalho com computadores terminaram e as características de escritórios abertos podem se tornar coisas do passado.

A Cushman & Wakefield, empresa imobiliária que já ajudou mais de 10.000 organizações na China a voltarem ao trabalho, desenvolveu um novo conceito no seu próprio QG em Amsterdam, para incentivar a distância social e a manter as coisas limpas.

Pensem em setas no chão que orientam as pessoas a andar somente no sentido horário, diagramas de mesa de papel que você joga fora quando o dia termina e até adesivos no chão para mostrar o local que deve se posicionar na frente do elevador.

Ferramentas para distância

O deslocamento dentro das empresas pode parecer diferente, assim como as interações com os colegas, e isso vai além de criação de espaços de trabalho separados. 

Algumas ferramentas estão sendo testadas. Por exemplo, um pequeno grupo de voluntários de uma fábrica da Ford em Plymouth, Michigan, está experimentando uma pulseira que vibra quando os funcionários ficam a 1,80 metro do outro. Os supervisores também recebem alertas e relatórios que podem ser usados ​​para monitorar o distanciamento social e o agrupamento no local de trabalho.

Outro case vem da Unilever em Xangai. Os assentos no ônibus que leva aos escritórios devem ser reservados usando um grupo de bate-papo para evitar aglomerações, os funcionários devem usar máscaras para embarcar e sentam-se em lados alternados. Na chegada, cada trabalhador faz o scan de um QR code e preenche um relatório de status de saúde para obter um passe diário para entrar na empresa. Depois vem a verificação da temperatura e o desinfetante para as mãos.

Mas será que voltaremos mesmo aos escritórios? 

Todas os cenários acima são interessantes, mas as grandes perguntas são: vamos voltar a trabalhar em escritórios? Faz sentido as empresas voltarem a espaços que abrigam centenas e milhares de profissionais com custos altíssimos?

Agora que a transformação digital foi adiantada pelo covid, as pessoas já estão mudando seus comportamentos, se adaptando e aprendendo a lidar com ferramentas “novas”. O home office é o nosso novo normal e eu chutaria que aqueles imensos prédios espelhados da Berrini, em São Paulo, não vão servir mais como escritórios em um futuro próximo.

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AC/DC (antes e depois do covid): discussões sobre screen time http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/16/acdc-antes-e-depois-do-covid-discussoes-sobre-screen-time/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/16/acdc-antes-e-depois-do-covid-discussoes-sobre-screen-time/#respond Thu, 16 Apr 2020 07:00:59 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=445

Se você iniciou a leitura desse texto, você está nesse momento aumentando seu “screen time” comigo e eu agradeço. 😉 Mas você já ouviu falar em screen time?

Screen time é o tempo gasto em frente às telas em qualquer dispositivo como um smartphone, computador, televisão, videogames e afins. Esse conceito se tornou popular após diversos estudos mostrarem como o tempo que passamos na frente de uma tela afeta diretamente nossa saúde física e mental.  Os pesquisadores vincularam o tempo excessivo da tela à comorbidades como depressão, ansiedade, fadiga ocular e obesidade.

Segundo estudo mostrado na revista Time, os jovens que passam sete horas ou mais por dia interagindo com telas têm duas vezes mais chances de serem diagnosticados com depressão ou ansiedade do que aqueles que usam telas com moderação.

Foi pensando nisso que Apple e Google prontamente criaram para os smartphones os relatórios semanais de tempo de tela em que uma vez por semana os usuários do iPhone e Android recebem um relatório do tempo gasto no celular e seus descritivos. Além disso, a ferramenta mostra a comparação com a semana anterior e permite que o usuário defina limites de tempo de uso em qualquer aplicativo.

A indústria se mobilizou, diversos desenvolvedores criaram ferramentas de limite de uso em seus apps, games e softwares, sempre como um indicador de responsabilidade de uso e preocupação com os seus consumidores.

A norma era: não use celular por muito tempo, nem deixe que seus filhos se percam nos mundos digitais por longas horas.

DC (depois do covid): extrapole o seu screen time

Com a mudança radical de cenário, aquelas preocupações que geraram por anos uma indústria de especialistas em “dependência” de tela, estudos, livros e eventos de desintoxicação agora estão sendo repensadas diante do isolamento.

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde incentivou oficialmente as pessoas a jogar videogames como uma maneira de fazer com que ficássemos em casa. E o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA recomendou que as pessoas “liguem, conversem por vídeo ou permaneçam conectadas usando as mídias sociais”.

Os vilões de tanto tempo estão fazendo agora o trabalho de sobrevivência do mundo todo. As crianças foram liberadas de vez o direito de uso de tablets, smartphones e computadores para terem aulas remotas ou para se entreterem, enquanto seus pais passam seu tempo em chamadas do Zoom de mais de duas horas.

Em algumas semanas de quarentena, o novo normal apresentou as telas como aliadas. Os computadores e smartphones se tornaram nosso trabalho, portal de educação, o entretenimento de toda família e principalmente a conexão com o mundo exterior e com aqueles que você ama.

A nova norma é: abuse do mundo digital para evitar o mundo real.<

Que confusão hein?! Como saber qual é o mais indicado para nós? Será que teremos danos permanentes em nossos cérebros por conta desse excesso de screen time? Será que é um excesso de screen time?

Os especialistas estão dizendo que não é hora para pensarmos em nós monitorar, estamos passando por um período transitório. A grande questão é: quanto tempo representa o “transitório”?

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Avatares de carne e osso em tempos de covid-19 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/09/avatares-de-carne-e-osso-em-tempos-de-covid-19/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/09/avatares-de-carne-e-osso-em-tempos-de-covid-19/#respond Thu, 09 Apr 2020 07:00:19 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=434

Pixabay

Antes tínhamos um mundo de opções e já que com a pandemia nos sobrou apenas ficar em casa, muitos estão incorporando uma mentalidade de: se não posso estar presente no real, me faço presente no virtual.

Uma das maneiras mais comuns de se personificar no mundo virtual é o chamado avatar.

Um avatar é um personagem que representa um usuário no mundo digital. É basicamente uma representação gráfica de você ou da personalidade que você quer ter. Assim, quando você quiser embarcar em um novo mundo, lutar contra dragões, viver uma second life ou fazer uma reunião à distância você pode mandar seu avatar no seu lugar.

Com a quarentena e as pessoas sendo obrigadas a ficarem em confinamento, os avatares têm se tornado cada vez mais comuns e novos formatos e usos estão sendo criados.

Avatar na formatura

No dia 28 de março deste ano, um grupo de estudantes japoneses da Tokyo Business Breakthrough University viralizou na internet pois não se conformou com a ideia de perder a sua formatura devido ao coronavírus e decidiram se substituir por avatares.

O avatar utilizado por eles é conhecido por Newme, uma tecnologia que utiliza robôs de telepresença em seu lugar. O corpo é substituído por um totem móvel que foi vestido de graduando e a cabeça é um tablet com o rosto do estudante. Dessa forma os estudantes acompanharam o evento remotamente e através de um chat do Zoom puderam interagir na recepção de seus diplomas.

Reprodução/ BBT University

Outro uso inesperado de avatares foi quando alunos do ensino médio de uma escola, também japonesa, coordenaram um evento de formatura dentro do jogo Minecraft. Eles recriaram os ambientes da escola dentro do jogo e todos os alunos se conectaram em seus avatares e viveram a experiência do discurso de fim de ano letivo e entrega do diploma dentro do seu próprio mundo de blocos de construção.

Avatar de carne e osso vai ao mercado

Foi nessa onda de pensar as opções para nos representar em período de coronavírus que me veio um questionamento: estamos neste momento utilizando apenas avatares digitais para nos representar?

Não seriam os Rappis, Ifoods e Loggis da vida também uma substituição de nós na hora de representar papéis na vida real? 

Getty Images

Com tantas coisas que precisamos fazer fora de casa, passamos a usar os serviços de logística quase como uma extensão de nós mesmos. Seja para entregar coisas aos familiares, para pedir supermercado, para trazer aquele almoço desejado ou ovos de Páscoa. 

Enquanto a maioria fica em casa seguro, são os “avatares de carne e osso”  que estão na rua sem proteção correndo o risco por nós.

Peço desculpas e agradeço a esses profissionais.

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Acredite nesse cara: Yuval Harari http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/02/acredite-nesse-cara-yuval-harari/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/04/02/acredite-nesse-cara-yuval-harari/#respond Thu, 02 Apr 2020 07:00:59 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=414

Ciaran McCrickard/Divulgação

Muito se falou de Yuval Noah Harari no último mês. Vou explicar um pouco quem é Harari, porque ele é um dos meus pensadores de futuro favorito e porque tanto tem se falado sobre ele nesse momento específico.

Harari é historiador, filósofo e pensador, tem 43 anos e nasceu em Haifa, Israel. Possui doutorado na Universidade de Oxford e atualmente é professor no Departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém. Um homem gay, casado e sem medo de dar opinião, que se tornou reconhecido quando em 2008 escreveu um livro derivado de uma de suas aulas sobre a história do mundo: “Sapiens”, que só foi lançado em 2014.

Nasce então, Sapiens: uma breve história da humanidade

Pixabay e reprodução

Sempre que me perguntam que livro eu indico para leitura, eu falo para iniciarem a sua jornada ao futurismo por “Sapiens” basicamente porque precisamos entender primeiro o passado para em seguida entender os desdobramentos e evoluções no futuro. É isso que Harari faz: ele repassa as histórias que moldaram a humanidade e transmite não apenas o que aconteceu e o porquê, mas também como os indivíduos sentiram aquilo.

Homo Deus: uma breve história do amanhã

Pixabay e reprodução

Depois de explorar profundamente o passado, Yuval volta dessa vez com informações sobre o futuro! Em “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, ele investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta difícil: depois de séculos de guerras, fome e pobreza, qual será nosso destino? Para isso ele fala sobre os avanços científicos como inteligência artificial, o monopólio de empresas como Google e Facebook, substituição dos homens pelas máquinas, engenharia genética e outros, para assim descobrir os próximos passos da nossa evolução

As questões urgentes da agenda global de hoje

Pixabay e reprodução

O último livro não poderia deixar de falar do presente! Quais as questões do mundo nesse momento? Em que devemos prestar atenção? As polêmicas fake news, ascensão de Trump, imigrantes, mudança climática, terrorismo e todos os temas atuais são destacados aqui e como elas impactam o nosso dia a dia.

E Harari continua…

Nada desse texto faria sentido se eu sugerisse esses livros, falasse de toda coerência da escrita de Yuval Harari e não citasse o momento que estamos vivendo hoje. O mundo está em quarentena e o que esperar quando tudo isso acabar? O que estamos aprendendo nesse momento?

Dois textos brilhantes foram escritos por Harari nesse momento. O primeiro deles, e o mais comentado, saiu no Financial Times em que ele aponta os cenários mais críticos pós-pandemia: o alto totalitarismo governamental via supervigilância da população, a falta de privacidade de dados, teste de recuperação da confiança do povo em relação às autoridades e, por fim, a conscientização da necessidade cooperação global. 

E o segundo, e o que mais me chamou atenção, publicado pela revista Time e disponível em português gratuitamente via Amazon, fala sobre as lideranças na crise.

Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade

Pixabay e reprodução

Harari argumenta que muitas pessoas culpam a globalização pela epidemia do coronavírus. Porém, ele faz uma defesa de que é impossível se proteger fechando fronteiras, e pelo contrário, a proteção vêm da troca de informação real e da cooperação entre as nações.

Atitudes como as vistas pelo presidente Trump, que fechou fronteiras à Europa e apelidou o vírus de “Chinese virus”, apenas criam um cenário de falta de confiança e solidariedade.

Se Trump, Bolsonaro e Johnson continuarem olhando o mundo e autoridades médicas com desconfiança e apenas olharem para si mesmos, não seremos capazes de parar a epidemia do coronavírus e possivelmente viveremos outras desse tipo no futuro. Mas se, com sorte, todos perceberem que a desunião global é o nosso maior risco, poderemos triunfar não apenas nessa como em outras situações similares no futuro. 

Viva Yuval Harari! 

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O boom das lives no ano do distanciamento social http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/26/o-boom-das-lives-no-ano-do-distanciamento-social/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/26/o-boom-das-lives-no-ano-do-distanciamento-social/#respond Thu, 26 Mar 2020 07:00:39 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=404

Reprodução/ Instagram/@ivetesangalo

Estamos no ano do distanciamento social, mas vai além disso, estamos distantes da nossa rotina e confinados à mesmice. Nessa hora tudo vem a cabeça: a memória da ida à padaria pela manhã, a saída para o trabalho no transporte de costume, o happy hour com os amigos, o jornal da noite, a novela do fim do dia e assim por diante.

Daí me perguntei: então qual o entretenimento da população quando os bares, cinemas, parques e principalmente produções não noticiosas (principalmente as novelas) estão paradas?

E encontrei a resposta nas LIVES!

A humanização das celebridades

As lives se tornaram um sucesso pelo mesmo motivo dos reality shows: captam o momento e reação do que estamos vivendo agora. E não seria diferente que nesse momento de incertezas, as personalidades também se mostrassem desglamuralizadas e fragilizadas.

Nessa pegada, já tivemos lives desde Ivete Sangalo pulando, cantando e dançando de pijama na cozinha; da Oprah mostrando a rotina da sua casa em época de coronavírus; até Ellen DeGeneres ligando para a Michelle Obama e entendendo o que os Obama têm feito por lá.

Um artigo da revista Time dessa semana trouxe um trecho que me fez entender melhor esse fenômeno:

“Depois de anos intrigados com o amor da Geração Z pelas estrelas do YouTube e as transmissões ao vivo, os acima dos 30 anos não apenas começam a entender o apelo dessas plataformas, como também estão contando com elas para permanecer lúcidos.”

As pessoas se conectam nas lives, portanto, não só para ouvir determinado artista em sua performance ou pesquisador avançando nas suas teorias sobre o covid-19. A curiosidade está em torno da realidade das pessoas. Principalmente, na humanização e aproximação com esse momento em que estamos vivendo todos carentes, seja você uma celebridade ou não.

Então 2020, que se tornou o ano do coronavírus, também porque não dizer que se tornará o ano das lives? 

Se você também quiser acompanhar alguns artistas de pijama ou até shows ao vivo com mais de 1 milhão de espectadores, conecte-se no Instagram, Facebook e YouTube e siga sua celebridade preferida. Em breve ele também deverá aparecer numa live.

Errata: Na live de Ivete Sangalo, ela não estava dublando músicas, mas cantando. O texto foi corrigido.

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7 dicas de conteúdo para te fazer pensar durante a quarentena http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/19/8-dicas-de-conteudo-para-te-fazer-pensar-durante-a-quarentena/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/19/8-dicas-de-conteudo-para-te-fazer-pensar-durante-a-quarentena/#respond Thu, 19 Mar 2020 07:00:46 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=386 Diante de tantos conteúdos, notícias, fake news, medos e incertezas, a única coisa que podemos fazer é instruir dentro do universo de cada um de nós e esperar a onda passar. Para isso, quis compartilhar aqui algumas dicas de conteúdo que acredito que podem fazer alguma diferença nessa época de quarentena e reflexões baseadas no momento em que estamos vivendo. 

1. Twitter: se antecipe por aqui

O Twitter é hoje a fonte de informação mais instantânea e segura que existe. Em tempos incertos, considere seguir apenas as organizações, instituições e personalidades verificadas.

Quem eu indico seguir e por quê? Sou a favor de diferentes pontos de vista, por isso indico nesse momento:

Donald Trump – polêmico e necessário, o seu Twitter é um guia do posicionamento ético e das relações internacionais dos EUA.

Elon Musk – ainda se posiciona como se o coronavírus fosse uma histeria coletiva e completamente manipulada pela mídia. Tire suas conclusões.

2. Jane Goodall: aprenda sobre empatia, respeito e conservação


Não podemos esquecer que estamos atualmente vivendo apenas uma das questões que abrangem a nossa sobrevivência. O maior desafio que ainda temos que aprender: cuidar do nosso planeta.

Nesse Masterclass, Jane Goodall dá uma aula de consciência e respeito, contada através do amor pelos chimpanzés e pela natureza.

3. Headspace: medite e se acalme

Reprodução

Em momento de incerteza tendemos a ficar bastante ansiosos, por isso uma das coisas mais importantes a se fazer agora é ficar em casa e manter a calma. Para isso, sugiro a Headspace, um app de meditação que liberou recentemente uma coleção gratuita chamada Enfrentando a Tempestade. 

4. Goop Lab: abra a mente


Uma série fácil de assistir e que ajuda a desfocar da monotemática, dá dicas de terapias emergentes e alternativas para doenças físicas e mentais. Serve para abrirmos a mente quanto as nossas crenças e atividades de rotina.

5. TED do Peter Diamandis: assista já

A mídia está nos alimentando todos os dias com histórias negativas e fake news, por isso faço questão de acrescentar esse TED na lista. Nele, Diamandis mostra através de números e dados como o mundo está melhor do que nunca e também nos faz entender porque estocar comida nesse momento é uma atitude ultrapassada e de escassez.  

6. “Desserviço ao Consumidor” (Broken): o mundo consumista


Essa série incrível da Netflix explora a cada episódio um mercado diferente do mundo consumista: cigarros eletrônicos, maquiagem, móveis e outros. E mostra como o capitalismo preza pelo excesso, colocando os consumidores em risco e é claramente um sistema econômico fadado ao fracasso.

7. “O ponto da virada”, de Malcolm Gladwell: novo olhar

Montagem: Pixabay e divulgação

A teoria do tipping point fala sobre acontecimentos que do dia para noite mudaram a forma como enxergamos o mundo que vivemos. A exemplo, o tsunami de 2004 no sudeste asiático, que  foi um dos maiores tipping points da nossa era já que foi somente a partir dele que tivemos o boom da onda verde, responsabilidade socioambiental, produtos recicláveis e sustentáveis.

O coronavírus com certeza será um novo tipping point na nossa existência. E pergunto: o que você acha que será diferente daqui pra frente?

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Quibi, a fast fashion do conteúdo chega ao mercado http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/12/quibi-a-fast-fashion-do-conteudo-chega-ao-mercado/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/12/quibi-a-fast-fashion-do-conteudo-chega-ao-mercado/#respond Thu, 12 Mar 2020 07:00:11 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=376

Lançamento do Quibi na CES 2020 (Robyn Beck/AFP)

O Quibi é o novo streaming que será lançado dia 6 de abril nos Estados Unidos e que chega para inovar o mercado. Enquanto eu poderia citá-lo colocando suas características inovadoras, me chamou a atenção como o serviço desconstrói o modelo de conteúdo de streaming que temos hoje e como tudo isso está associado diretamente a um tipo de consumidor: a geração Z.

A geração Z, para quem não conhece, são os nascidos entre 1989-2010, os “novos consumidores”. Tanto alarde em torno deles é porque todos querem ganhar essa fatia de jovens que acabaram de entrar no mercado de trabalho e estão definindo seus modelos de compra.

Mas o que isso tem a ver com o Quibi e o que o Quibi tem a ver com a geração Z?

A começar, o Quibi é um streaming APENAS para celular. E a geração Z é marcada por serem os primeiros consumidores a crescer totalmente na era digital. Eles são conhecedores de tecnologia e mobilidade; se comunicam principalmente por meio de mídias sociais e textos e passam tanto tempo em seus telefones quanto as gerações anteriores perdiam assistindo a televisão.

A maioria dos “Gen Z” preferem serviços de streaming ao cabo tradicional, além de preferirem conteúdos pequenos que podem receber em seus telefones e computadores. Esse é o motivo de sucesso do YouTube e TikTok. Mas seguindo a mesma linha, a Quibi implementou algo similar no seu modelo: o tempo dos episódios do streaming não ultrapassam dez minutos.


É uma “fast fashion de conteúdo”, já que a Quibi terá lançamentos diários e, como se já não fosse novidade o bastante, virá com uma série que só será liberada para assistir à noite e criar aquele suspense. Mais um ponto de engajamento deles!

No momento em que todas as produtoras de conteúdo estão brigando pela escassa atenção do usuário, mantê-lo conectado através de novidades constantes é um movimento inteligente, ainda mais considerando que o tempo médio de atenção da geração Z é de apenas oito segundos.

Alguns outros detalhes complementam o produto – os modelos de assinatura custarão US$ 4,99 por mês com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios. A duração dos anúncios depende da duração do programa, variando de 10 a 15 segundos de conteúdo comercial e dá ao consumidor o controle sobre consumir ou não propagandas. Afinal, o tempo é seu!

Com certeza, esse novo modelo da Quibi já deve estar deixando uma série de produtores de conteúdos bastante ansiosos com o seu lançamento. Numa era de digitalização e mudanças de valores, o entendimento do consumidor é mais vital do que a marca por trás de um serviço.

A real é que já passou da hora de TV aberta, cabo e até streamings padrões entenderem que a necessidade de mudanças é contínua e que devem encontrar maneiras de fornecer aos seus espectadores o que for do seu interesse, naquele momento, e não em uma fórmula já preparada.

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Em tempos de coronavírus, está cada um por si http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/05/em-tempos-de-coronavirus-esta-cada-um-por-si/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/03/05/em-tempos-de-coronavirus-esta-cada-um-por-si/#respond Thu, 05 Mar 2020 07:00:22 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=364

Unsplash

A primeira forma de agrupamento da espécie humana foram as tribos.

Nós, ainda homens das cavernas e apavorados com o mundo que era perigoso (forças da natureza e enormes predadores), entendemos que se nos juntássemos em um pequeno grupo conseguiríamos sobreviver mais facilmente.

Mas já estamos bem longe daquela realidade, as tribos foram substituídas por uma única comunidade global de aproximadamente sete bilhões de terráqueos e nela estamos todos conectados e interligados.

Estamos tão vinculados que quando uma pessoa espirra na China, o vírus rapidamente se espalha pelo resto do mundo. Quando uma bolsa cai em um país por conta da epidemia, todos os outros também sofrem os efeitos. Quando um país fecha suas fronteiras, todo o setor aéreo desmorona.

O coronavírus vem sendo vendido como uma “grande ameaça global”, o enorme inimigo comum, o novo assunto que abafa todos os outros problemas e, consequentemente, um pânico se instalou. Então, enquanto você espera o Superman aparecer para salvar nossa Gotham, começa a prestar atenção na reação das grandes empresas (influenciadoras do nosso mundo atual). Elas ligaram o F!@#$%ˆ&* e o modo “salve-se quem puder!!”.

Cada uma delas pensando em si, na sua tribo apenas. A maioria por alinhamento de guidelines internacionais está proibindo seus funcionários de viajar, recomendando home office, proibindo de participar de feiras e fazendo o possível para que sua pequena tribo sobreviva.

As empresas estão fechando as suas fronteiras.

Mas enquanto as empresas se protegem, os seus milhões de consumidores (o resto das pessoas do mundo) estão em risco. Essa matemática não fecha.

Outra questão grave é que essas empresas multinacionais são influenciadoras na sociedade e as pessoas, inocentemente, olham para elas como um exemplo de atitude a se tomar (como se elas soubessem e tivessem certeza de o que estão fazendo). Assim, o pânico só aumenta com essas atitudes de recolhimento e encolhimento.

Tá bom, Dani, mas o que elas poderiam fazer?

Resposta: elas deveriam se unir, fazer fundos para financiar uma descoberta mais rápida da vacina, poderiam mandar seus funcionários pararem de pensar em metas e lucro por uma semana e saírem em missões humanitárias para ajudar quem está mais afetado, fazer sprints de inovação para arranjar soluções para essa e possíveis futuras epidemias, oferecer estrutura para quem tem e quer testar soluções possíveis e muitas outras coisas. Se existe algum poder de mudança na sociedade, esse poder está na mão delas.

Elas precisam se abrir e derrubar suas fronteiras. Ser parte do todo.

Afinal o que adianta falarem tanto em PROPÓSITO, quando as atitudes mostram  que na verdade essas empresas não têm a menor ideia do que isso significa e nem de como fazer para colocá-lo em prática?

O fato é que as gigantes querem ser exponenciais enquanto não passam de tribais.

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Os próximos astros da música não serão de carne e osso http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/02/27/os-proximos-astros-da-musica-nao-serao-de-carne-e-osso/ http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/2020/02/27/os-proximos-astros-da-musica-nao-serao-de-carne-e-osso/#respond Thu, 27 Feb 2020 07:00:19 +0000 http://danielaklaiman.blogosfera.uol.com.br/?p=351

Versão holográfica da cantora Whitney Houston (Divulgação/ Base Hologram Productions)

Uma grande polêmica movimentou o mercado de entretenimento na última terça-feira (25) diante da estreia do show “An Evening with Whitney Houston” na Inglaterra. O show é uma versão digitalizada de Whitney, um holograma, com o apoio de dois dançarinos reais e uma banda ao vivo.

A empresa por trás dos eventos é a Base Hologram, que já teve alguns trabalhos com hologramas nos últimos anos que incluem Maria Callas e Buddy Holly, e mantém um projeto na manga de trazer apresentações de Amy Winehouse. Mas nenhum deles foi tão polêmico quanto o lançamento do show de Whitney.

Os fãs têm alegado que transformar uma pessoa real em digital é um grande desrespeito à imagem da cantora. Além disso, as reações pós-show não foram das melhores. Enquanto alguns espectadores admitiram gostar da experiência, uma grande parte descreveu como estranha.

Um crítico do jornal Mirror, do Reino Unido, disse que o show é uma continua exploração à vida de Whitney. “Como qualquer fã de filmes de terror lhe dirá, trazer os mortos de volta à vida nunca funciona bem”, escreveu. Em seguida, sugeriu que “provavelmente é melhor deixar as estrelas adormecidas”.

Quando o digital vira real

Questões póstumas e éticas à parte, devo confessar que gosto da tecnologia e ela tem sido usada já há algum tempo em outros casos, como para lançar os avatares do Gorillaz no palco com Madonna e, principalmente, para dar vida a estrelas fictícias.

Se nos casos de Whitney, Tupac e Maria Callas as personalidades foram transformadas em digital após sua morte, no Japão um case de sucesso chama atenção pelo contrário.

Hatsune Miku é uma das maiores artistas pop de Sapporo, Japão, tem 16 anos, cabelo azul neon e olhos azuis brilhantes. Desde que iniciou sua carreira em 2007, ela já abriu um show para Lady Gaga, fez um remix de “Happy” com Pharrell Williams e até se casou com um fã

Mas aqui está uma detalhe importante! Hatsune Miku não é real. Hatsune é um personagem virtual criado pela Crypton Future Media que é apenas um rosto num software de computador que permite aos usuários escrever músicas e gerar o som na voz de um personagem fictício.

Desde a sua criação, centenas de música foram criadas para ela e com isso o software foi encerrado tamanho o sucesso e número de músicas endereçadas a voz de Hatsune Miku. Ela embarcou em uma grande turnê com uma banda ao vivo para mostrar os singles mais compartilhados e graças ao holograma se tornou “real” aos olhos do seu público.

Futuro dos hologramas

Estamos cada vez mais perto de uma realidade com hologramas em 3D em mais eventos, mas falta a tecnologia amadurecer um pouco tanto em questão de funcionalidade quanto de gosto popular.

Na opinião de Michael Bierylo, diretor de produção e design eletrônico do Berklee College of Music, as reações às performances holográficas agora são como as de consumidores que experimentaram televisão em cores pela primeira vez na década de 1940. Mas, isso também deixa um grande espaço em branco, que ele acredita que pode ser preenchida por artistas que, ao adotarem a tecnologia, vão torná-la menos uma novidade.

Eu particularmente adoraria ter um holograma me representando em palestras fora do país enquanto sigo no meu escritório no Brasil. Mas como não temos novos mercados envolvidos, nos resta aguardar e conviver com os concertos póstumos e as novas Hatsune Miku que irão aparecer.

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