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Como as novas tecnologias permitem a materialização das emoções

Daniela Klaiman

16/01/2020 04h00

Unsplash

Lembram da prova dos batimentos cardíacos do Gugu? Em que os convidados tinham os seus batimentos monitorados enquanto modelos dançavam para eles? Eita década de 90! Pois é, essa foi uma primeira escrachada tentativa de medir as emoções!

Hoje evoluímos muito e quando juntamos tecnologias podemos alcançar resultados impressionantes. Temos a "visão do computador" (computer vision), o que ele enxerga, podendo ser um vídeo ou imagem para detectar as expressões. Temos os sensores e as roupas inteligentes (wearables) que medem nosso fluxo sanguíneo, batimentos cardíacos, temperatura, etc. E temos cada vez  mais potente a inteligência artificial (IA), que analisa a informação e determina os sentimentos e emoções de um indivíduo. 

Análise de emoções desconfiguradas

O sistema que analisa emoções já tem sido utilizado em diversos casos como entrevistas de trabalho, lançamento de filmes, oferta de propagandas, etc. Mas daí você se pergunta: e se eu estiver com a cara fechada, vão me detectar como "séria" ou "brava"? Pois é… daí temos um problema.

Por enquanto, os sistemas não parecem ser tão apurados como deveriam. Em dezembro de 2018, um estudo publicado pela Wake Forest University testou alguns sistemas e descobriu que os erros ocorrem de forma diferente diante de diferentes raças e os resultados apresentaram casos em que até fotos sorrindo chegaram a ser detectada como uma expressão de emoção negativa.

Muitas empresas utilizam o sistema, incluindo Amazon, Microsoft e até Disney e esses sistemas desconfigurados podem estar fazendo mais mal do que bem, pelo menos para as pessoas que estão sendo avaliadas.

Materialização de uma história de amor

Se os estudos e startups de rastreio de emoções podem assustar com seus erros, existem também projetos que podem encantar. Quando falamos em emoções, não tem como não pensar no amor, a mais forte e transformadora delas.

Quando você se lembra da sua história de amor, seu corpo reage fisicamente a essas emoções, disparando seu coração. Pensando nisso, uma startup brasileira desenvolveu um aplicativo que captura essas emoções e transforma a sua história em uma joia. 

O Aura Pendant, projeto de Guto Requena e Estúdio D3, mede os batimentos cardíacos através do pulso do dedo no flash do celular e das variações da sua voz enquanto conta a história. Dessa combinação surge um desenho único em formato de mandala, que depois pode ser impresso em 3D em prata ou ouro e transformado em pingente.

É a materialização da sua história de amor. Você pode segurar em suas mãos a sua emoção!

E aí, quer ver o design que tem a sua história de amor? Clique aqui

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre a Autora

Futurista formada em tecnologia e futurismo pelo TIP – Transdiciplinary Innovation Program da Universidade de Jerusalém. Expert em Consumer Behavior and Trends Research, Pós-graduada em Coolhunting & Trends pela Universidade de Barcelona e foi diretora de Planejamento e Consumer Insights da Box1824 durante 5 anos. Consultora e palestrante nas áreas de inovação, pesquisa de mercado, desenvolvimento de produtos, comportamento do consumidor e transformação digital, atua junto a grandes empresas mostrando o que elas devem fazer para sobreviver a esse novo mundo que vivemos e mudanças rápidas. Co-fundados de 2 startups: Unpark e WinWin.

Sobre o Blog

É possível analisar o futuro por 2 ângulos diferentes: aquele mais imediato, que prevê os acontecimentos dentro de 0 a 5 anos e é estudado e aprendido através do comportamento das pessoas; e outro ângulo mais longínquo, que enxerga um intervalo de tempo de 5 a 50 anos e que é totalmente baseado no desenvolvimento e uso da tecnologia. A ideia desse blog é justamente analisar os dois futuros juntos e entender como a tecnologia vai influenciar nossas vidas e como a forma como vivemos e nossos valores influenciam a tecnologia, atingindo um balanço complexo, porém em linguagem simples e quase chula, para que todos possam começar a pensar no futuro e entender que somos nós os responsáveis por construir um cenário positivo para todos. Ou não. O futuro está em nossas mãos e é um assunto urgente de ser tratado hoje.

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